Vasant Swaha nasceu na Noruega, sendo sempre um rebelde. Nunca se encaixando nos assim chamados padrões normais da sociedade, deixou seu país aos 15 anos. “A atração pela aventura e por explorar a vida era muito forte e havia algo profundo em minha alma que se ‘lembrava’ de algo...”

Ele então viajou pela Europa e norte da África, acabando na Índia. “Eu imediatamente me senti em casa, as vibrações ancestrais de meditação e do sagrado continuam pairando sobre aquele país.”

Em 1977, depois de viajar pelos Himalayas e sul da Índia, Swaha encontrou Osho e sentiu em seu coração que “a busca não é mais necessária, de agora em diante a jornada é voltada para dentro. Eu encontrei meu Mestre.” A partir daquele momento, ele realmente poderia devotar sua vida para a aventura definitiva: saber quem realmente era, voltar para o lar de seu ser. Essa jornada incluiu muitos caminhos e disciplinas, processos terapêuticos variados, dança, artes marciais, yoga, massagem, cromopuntura, hipnose, cura e, permeado por tudo isso, meditação.

Por muitos anos, Swaha viveu no ashram como guarda-costas de Osho. Mais tarde, tornou-se professor de meditação, artes de cura e grupos de crescimento. Swaha viveu nos Estados Unidos e México, onde deu sessões particulares e se envolveu coordenando centros de meditação, saúde e terapia. Todas essas experiências lhe proporcionaram uma profunda compreensão dos hábitos e condicionamentos humanos, bem como das formas de libertar-se.

Em 1991, um ano após Osho ter deixado seu corpo, Swaha teve uma doença tropical por longo tempo que quase matou seu corpo. Durante esse intenso período, ele sentiu que a existência havia reorganizado seus ‘fios’. Depois disso, experenciou uma profunda transformação interna e clareza. “Eu não era mais aquele que fui ontem. Eu não tinha mais identificação com nenhuma personalidade ou ego. Todo o passado havia ido embora. Eu estava mergulhado em paz, numa profunda sensação de espaço e silêncio. Isto foi o clímax da busca, o florescer do sannyas. Agora o que quer que acontecesse estava nas mãos da Existência, de Deus. Eu não sabia o que havia acontecido, era muito novo; me senti como um bebê recém nascido em um corpo de adulto. Havia um imenso chamado para a natureza, para estar mais em silêncio. Todo o fazer havia ido embora.”

Após essa experiência, Swaha sentiu-se levado para os Himalayas, e anos se passaram integrando essa explosão interior. Lá conheceu “um lindo amigo ancestral chamado Giridhar”. Curtindo a liberdade interior e exterior, eles vagaram pelas lindas montanhas, onde tantos iluminados haviam viajado e vivido.

Em 1992, Swaha conheceu Poonjaji. “Meu amado Papa, Poonjaji, foi um tremendo presente. Ele realmente era um leão da Verdade. Nenhuma palavra pode expressar minha gratidão por ele.” Papaji disse a Swaha: “Vá, vá e compartilhe Isto”. Porém, esse compartilhar demoraria mais 5 anos.

Com Ramesh Balsekar também houve um lindo encontro e uma boa gargalhada, por “tudo o que é, é consciência”.

Então, em uma bela manhã de primavera, nas montanhas no coração da Índia, tornou-se claro como cristal, do lugar mais profundo de seu ser, que nunca houvera um Eu, apenas Vida, Amor, Consciência, apenas Existência por ela mesma. As últimas sombras de dúvida desapareceram e a explosão interna foi digerida e integrada no seu corpo-mente.

Logo pessoas começaram a reconhecer a luz de seu ser e Swaha passou a receber convites de amigos e buscadores para compartilhar ‘Isto’ em Satsangs e retiros. Ele então viajou por todo o mundo por alguns anos. Em 2000, alguns amigos encontraram um local nas montanhas da Noruega, que mais tarde ficou conhecido como Mystic Mountain. Swaha disse: “Sim, vamos ficar. Este é um bom lugar. Estou cansado de viajar pelo mundo, deixe que os buscadores venham para cá de agora em diante.” Nos dias de hoje, Swaha raramente viaja. Contudo, todo ano ele ainda lidera retiros junto ao oceano, no sul do Brasil.