"Swaha,

Eu não sei quem quer saber – porque eu não tenho perguntas ou respostas. N’Aquilo eu sou, eu sei – é por isso que eu não sei nada.

Eu estava dirigindo meu carro, e de repente algo aconteceu. Foi como uma compreensão de que há apenas Uma Mente. N’Aquilo eu sou, este “Eu” é contido. O mundo e “eu” ascendem desta quietude - ou o que quer que isto se chame.

É muito engraçado que eu caminhei por aí por 30 anos, acreditando que há um “eu” separado aqui. Não há, e nunca houve. Eu não me importo se uma pergunta aflorar, porque aquele que questiona e aquele que responde é o mesmo. Eu os deixo tomar conta um do outro, e se queimam por si mesmo.

E como você me perguntou uma vez: “Então quem quer saber quando não há nada a saber” – e eu sei – é por isso que não sei!”

Muito bom – é assim que é. Alguma dúvida sobre alguma coisa?

Eu não sei.

Você não sabe?

Não. Porque eu não duvido.

Então se você não duvida, não há dúvidas sobre nada. Ok – muito, muito bom. É assim que funciona. Acontece quando acontecer... você estava dirigindo seu carro,

“de repente algo aconteceu. Foi como uma compreensão de que existe apenas Uma Mente.”

Sim, você pode chamar de uma mente, um amor, um espaço, eu sou AQUILO, eu sou ISTO.

“N’Aquilo eu sou, este “eu” ‘está contido. O mundo e ‘eu’ afloram dessa quietude – ou o que quer que isto se chame.”

Tudo aflora de lá – tudo volta para Aquilo. Conhecendo “Aquilo”, seja feliz. É por isso que eu lhe pergunto se há alguma dúvida. Não deixe que haja nenhuma dúvida. É como é. Seja feliz, não há nada a fazer, apenas viver livremente.

“É muito engraçado que eu caminhei por aí por 30 anos, acreditando que existe um ‘eu’ separado aqui.”

É hilariante!

Até que você acorda e enxerga. Quando você está no jogo, não há nada sobre o que rir – quando você está fora dele, você apenas ri. Não é uma grande diferença, mas quanta diferença! Um lado é sofrimento – o outro, apenas risada. Ninguém acredita antes de enxergar. E quando você enxerga, que engraçado.

“eu caminhei por aí por 30 anos, acreditando que existe um ‘eu’ separado aqui.”

Este é o jogo: as pessoas estão lutando com esse ‘eu’ que não está aqui.

“Não há, e nunca houve. Eu não me importo se uma pergunta aflorar, porque aquele que questiona e aquele que responde é o mesmo. Eu os deixo tomar conta um do outro, e se queimam por si mesmo.”

Sim, deixe-os – deixe-os fazer o que quer que seja, quem se importa. Aceite que tudo é perfeito, seja feliz.

“Então quem quer saber quando não há nada a saber” – e eu sei – é por isso que não sei!”

Agora você soa como um mestre Zen – fantástico! É assim que acontece. Mas tenha cuidado; se você falar sobre isso, as pessoas vão pensar que você ficou gagá. Eu posso entender – mas quando você percebeu algo, apenas fique quieto. Mantenha no seu coração, ria sozinho – e viva sua vida de qualquer forma.

Eu sou AQUILO, não eu, não você. Só o amor é, só a consciência é. Sem início, sem fim. Sem vir, sem ir. Esse é o mistério.

Eu sou AQUILO, você é AQUILO, apenas AQUILO é. Perceba isso e seja feliz. Fim da história. Há o fim do sofrimento, mas não do amor.

Isso me lembra um lindo livro da Índia – Ashtavakra Gita, que diz: “Você não é o corpo, e tampouco o corpo pertence a você. Você não é o fazedor, nem o experenciador. Você é a consciência por ela mesma – o eterno, a vítima impessoal . Viva de forma feliz. Se você compreende isso – se você aceita isso, então não há nada a fazer.

Viva de forma feliz – aceite as coisas como elas são. E continue sendo o que quer que você seja. As ações continuam, mas não há motivação pessoal. Tudo acontece como deveria acontecer.

Você esteve lutando, tentando fazer tudo – agora, tudo simplesmente está acontecendo por si mesmo. Você não está envolvido, você apenas observa.

Perceba isso, e viva feliz. Este é o ensinamento supremo.