“Estou com medo de me entregar, estou com medo de me abrir.”

Quando você é real, o medo é natural. Todo medo vem de não conhecer a si mesmo, de não saber quem você é. Normalmente, ninguém olha para isso – você vive uma vida tão protegida, que raramente necessita de coragem. Apenas quando você adoece, quando alguém próximo a você morre, quando você sofre um acidente, ou quando você conhece um místico; apenas quando algo chacoalha você, aquelas coisas escondidas vêm à tona – e você precisa de coragem. Então é natural ter medo de entregar-se. Mas nem mesmo pense em entrega. Primeiro esteja disponível para o amor, primeiro abra espaço para o amor. Esse é o dever de casa.

O amor está em você. Você é amor. Deus é amor. Você é Deus. Mas isso não o ajuda porque você não sabe disso, você não se deu conta.

E este é o meu desafio a você: que você comece a olhar para si mesmo, que você encontre seus medos – que você vá até o desconhecido para começar a conhecer a si mesmo – conhecer como você funciona. Você tem que encontrar consigo mesmo; a entrega vem depois. Quando há amor, a entrega vem como uma sombra. O florescimento do amor é entrega. Se não há amor, como você pode confiar? Você ainda está na confusão. Para ir para o amor, você tem que perder o controle, e é disso que você tem medo. Controle é mente, controle é medo – soltar-se é liberdade.